Evento Food Garden: Comida do Amanhã

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Você já ouviu falar das plantas alimentícias não convencionais, as pancs? Conhecidas popularmente como inços, mato ou daninhas, elas são espécies nativas que podem substituir diversos produtos. Eu também não tinha conhecimento sobre o assunto até participar no sábado passado do evento Food Garden: Comida do Amanhã, idealizado pela Unisinos e realizado na Casa Destemperados, em Porto Alegre. Eu e mais algumas blogueiras do RSBloggers estivemos por lá conhecendo de perto um pouco mais sobre este projeto incrível que conto os detalhes a seguir.

Oito chefs prepararam receitas deliciosas usando estes ingredientes não tradicionais, mas que possuem propriedades nutricionais e medicinais. Por lá foi possível provar ravioli de bertalha com tomates secos, ricota e nozes; uma salada de trigo com capuchinha e queijo quark; o mexido mineiro com bertalha; uma polenta mole com ragu de ora-pro-nobis; o risoto de capuchinha com queijo Camembert e mel; nhoque de ricota com ora-pró-nobis com molho de nirá; gyoza de ora-pró-nobis, costela e acelga; além da deliciosa cheesecake de amora negra e cramble. Ufa! Foram muitas (e boas) opções.

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As estudantes de biologia da Unisinos, Andreza Livramento, Bruna Pedroso, Adriana Martelli e Elisiane Wolf, são as responsáveis pelo projeto que transforma as plantas em um ingrediente a mais na cozinha. A ideia surgiu a partir do desafio mundial de combate à fome chamado Thought For Food, em que cada equipe deveria responder a seguinte questão: como alimentar nove bilhões de pessoas até o ano de 2050? “A ideia é popularizar e reinserir as pancs na alimentação das pessoas e ajudar na questão da inclusão produtiva e social, geração de trabalho e renda, por meio da horticultura”, explica Bruna.

Outro objetivo é estimular a criação de hortas sem o uso de agrotóxicos, com os alimentos não tradicionais, resgatando o hábito alimentar do passado e mostrando que uma outra alimentação é possível.

Poder provar as comidas preparadas com as pancs foi uma experiência interessantíssima. Escolhi o risoto com capuchinha para iniciar os trabalhos e logo me lembrei da minha infância quando vez que outra comia flor durante brincadeiras no quintal (é sério, gente). A capuchinha é comestível e tem um gosto amarguinho, tipo de agrião. Outro prato que me chamou atenção foi a polenta mole com ragu de ora-pro-nobis. Na prática a erva parece apenas uma rúcula ou algo do tipo, bem tranquilo de ingerir.

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Mas quem ganhou meu coração foi a cheesecake de amora negra e cramble. Comeria em quantidades absurdas, hehehe. Pesquisando na internet descobri que se trata de uma planta medicinal indicada para o tratamento de diabetes, dor de dentes e até acne. Tem propriedades emoliente, adstringente, anti-inflamatória e vários outros benefícios. Pode ser consumida na forma natural ou no preparo de compotas, geleias, sorvetes, tortas (ou a maravilhosa cheesecake que provei no sábado) e ainda pode-se fazer chá com as folhas e casca.

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Em resumo, o projeto das alunas da Unisinos é bárbaro e as meninas estão de parabéns por levar adiante uma causa tão nobre. Ponto também para a Casa Destemperados que entrou na parceria e abriu as suas portas para o evento (e que lugar lindo, vale a pena conhecer). Veja mais fotos dos pratos e do evento a seguir (clique na imagem para ampliar).

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