O que eu também não entendo

Não entendo muita coisa e acho que nem deveria mesmo. Que graça teria viver em um mundo em que nada mais surpreende? Sei do que gosto, mas principalmente do que não gosto. É muito mais fácil decidir onde não ir, o que não vestir, a pessoa que não agrada… Tão mais simples (e errado) é criticar os outros e não fazer melhor. Não sou a senhora perfeita, mas tenho consciência de grande parte dos meus defeitos.

Nesta vida de jornalista, em que todos os dias preciso escrever dentro dos padrões, acabo tendo vontade de falar sobre outras coisas. De jogar na tela branca um monte de letras que juntas podem formar frases com sentido – ou sem. De fazer crônica, de experimentar a poesia, e de fugir. Fugir do mundo politicamente correto em que a cada dia interpretamos nossos papéis diários na busca por ser a funcionária perfeita, a namorada perfeita, a irmã perfeita, e tantas outras perfeições.

Senti vontade de vir aqui. De alimentar este blog com um pouco de mim. Com anseios, desejos e dúvidas. Porque o que eu também não entendo pode ser o que você busca. E pode ser bom.

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